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Pré-natal no SUS: consultas e exames

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Publicado em 3 de agosto de 2026 · 4 min de leitura

O corredor claro e vazio de uma clínica, com cadeiras de madeira junto à parede

Quem descobre a gravidez recebe duas informações ao mesmo tempo: que vai ter um filho e que precisa “começar o pré-natal”. A segunda vem sem manual. Quantas consultas são? Quais exames? Com que frequência? Este texto responde isso com o que o Ministério da Saúde publica, e diz também o que fazer quando a realidade do posto não bate com o papel.

Quando começar

O mais cedo possível. A orientação oficial é iniciar o pré-natal na Atenção Primária, que é o posto de saúde do seu bairro, assim que descobrir ou desconfiar da gravidez, de preferência até a 12ª semana.

Você não precisa de exame de sangue na mão pra marcar. O teste rápido de gravidez faz parte da rotina do pré-natal no SUS e é feito na própria unidade. Também não precisa de encaminhamento: é só procurar o posto da sua área.

Se você passou da 12ª semana, procure mesmo assim. Pré-natal começado tarde é melhor que pré-natal nenhum, e boa parte do que ele previne continua sendo prevenível no segundo trimestre.

Quantas consultas

O Ministério da Saúde recomenda no mínimo seis, distribuídas assim:

  • uma no primeiro trimestre;
  • duas no segundo;
  • três no terceiro.

Seis é o piso, não a meta. O intervalo entre as consultas aperta conforme a gravidez avança, porque é no fim que aparecem as complicações que o acompanhamento pega cedo. O calendário é:

  • uma consulta por mês até a 28ª semana;
  • a cada quinze dias entre a 28ª e a 36ª;
  • toda semana da 37ª até o parto.

Somando, uma gestação acompanhada desde cedo costuma passar de seis consultas com folga. Se o seu posto está marcando de dois em dois meses no terceiro trimestre, isso está fora do recomendado, e é o tipo de coisa que se resolve perguntando na recepção com o calendário na mão.

Os exames de rotina

A maior parte é pedida logo na primeira consulta, assim que a gravidez é confirmada. Entre os exames de rotina estão:

  • hemograma completo;
  • tipagem sanguínea e fator Rh;
  • sorologia para sífilis (o VDRL);
  • sorologia anti-HIV;
  • urocultura com antibiograma, que é o exame de urina que identifica infecção e diz qual antibiótico funciona.

Alguns desses são repetidos entre a 28ª e a 30ª semana: hemograma, sífilis, anti-HIV e urocultura. A repetição não é desperdício. Ela existe porque uma infecção contraída no meio da gestação não apareceria no exame feito no começo, e várias delas têm tratamento simples quando pegas a tempo.

Infecção urinária merece um parágrafo próprio: é comum na gravidez, muitas vezes não dói nada, e está associada a trabalho de parto prematuro. É por isso que a urocultura entra na rotina mesmo em quem não tem sintoma nenhum.

E o ultrassom

Aqui costuma haver frustração, então melhor ser direto: numa gestação de risco habitual, o Ministério da Saúde preconiza um ultrassom de rotina, de preferência entre a 13ª e a 20ª semana. Não são os cinco ou seis que aparecem no feed das redes sociais.

Ultrassom adicional é pedido quando há indicação clínica, e aí é feito. A quantidade maior que se vê por aí costuma vir da rede privada, onde o exame também tem função de vínculo e de expectativa, não só de diagnóstico. Saber disso poupa a sensação de estar sendo mal atendida por receber menos exames de imagem que a amiga.

O que levar em cada consulta

  1. A Caderneta da Gestante. É onde a pressão, o peso, a altura da barriga e os resultados ficam registrados, e é o que a maternidade vai ler no dia do parto.
  2. Os resultados de exame que chegaram desde a última vez, mesmo os que você já mostrou.
  3. Suas perguntas, escritas. A consulta é curta e a dúvida sempre volta no caminho de casa.
  4. A lista do que você está tomando, incluindo o que não é remédio: chá, suplemento, vitamina comprada na farmácia. Muita coisa “natural” interage com gestação.

Quando procurar antes da próxima consulta

O calendário acima é pra gestação que segue bem. Sangramento, perda de líquido, dor de cabeça forte que não passa, alteração na visão, febre, inchaço súbito no rosto e nas mãos, ou o bebê parar de se mexer no padrão dele: nada disso espera a próxima consulta marcada. Procure a unidade de saúde ou a maternidade de referência no mesmo dia.

Este texto é um resumo do que está publicado pelo Ministério da Saúde, pra você chegar na consulta sabendo o que perguntar. Ele não substitui a avaliação de quem está acompanhando a sua gestação, que é quem conhece o seu caso.

Guardar o que foi dito

A parte que se perde é sempre a mesma: o que o profissional respondeu. Fica na memória por dois dias e some. Anotar na hora, na própria caderneta ou no celular, resolve a maior parte.

O Minido está construindo o Cegonha, a fase de gestação do produto, onde a consulta de pré-natal entra com as perguntas que você quer fazer e a resposta que recebeu, e o exame fica guardado junto. O conteúdo é cifrado no seu próprio celular, então nem a nossa equipe consegue ler. É o mesmo hábito de anotar, com o histórico organizado por consulta.

Perguntas frequentes

Quando começar o pré-natal?

O mais cedo possível. A orientação oficial é iniciar na Atenção Primária, o posto de saúde do bairro, assim que descobrir ou desconfiar da gravidez, de preferência até a 12ª semana. Não é preciso exame de sangue na mão nem encaminhamento: o teste rápido faz parte da rotina do pré-natal no SUS.

Quantas consultas de pré-natal são no SUS?

O Ministério da Saúde recomenda no mínimo seis: uma no primeiro trimestre, duas no segundo e três no terceiro. Seis é o piso, não a meta.

De quanto em quanto tempo são as consultas de pré-natal?

Uma consulta por mês até a 28ª semana, a cada quinze dias entre a 28ª e a 36ª, e toda semana da 37ª até o parto. Se o posto está marcando de dois em dois meses no terceiro trimestre, isso está fora do recomendado.

Comecei o pré-natal depois da 12ª semana. Ainda vale?

Vale. Pré-natal começado tarde é melhor que pré-natal nenhum, e boa parte do que ele previne continua sendo prevenível no segundo trimestre.

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Fontes

Fontes conferidas em 19 de agosto de 2026.

Este texto é informativo e não substitui consulta com pediatra ou equipe de saúde. Ele não passou por revisão médica: o que está aqui é leitura do que dizem os documentos oficiais listados acima. Em caso de dúvida sobre o seu filho, quem responde é quem examina.

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