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Calendário de vacinas do bebê (SBP 2026)

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Publicado em 8 de junho de 2026 · 7 min de leitura

A mão de um adulto passando algodão no braço de um bebê, vista de perto

Todo ano a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) publica o calendário oficial de vacinação da infância e adolescência. A edição 2026 não trouxe revolução, mas tem nuances que confundem até pediatra: o que muda em relação ao calendário do SUS, quais vacinas são só na rede privada, quando vacinar contra a gripe pela primeira vez. Esse texto é um mapa prático pra você abrir antes da próxima consulta e sair de lá com menos dúvidas.

Antes do mapa, a resposta: ponha a data de nascimento do seu filho aqui embaixo e veja as datas dele, uma a uma, no calendário do SUS. É de graça, não pede cadastro e a data não sai do seu navegador.

As datas das vacinas do seu filho

Ponha a data de nascimento e o calendário do SUS aparece aqui embaixo com as datas dele, inteiro, sem cadastro e sem e-mail.

A data fica no seu navegador. Não é enviada para o Minido nem para ninguém: a conta é feita aqui, nesta página.

Se quiser voltar só ao cálculo depois, sem o texto em volta, ele tem página própria: calendário de vacinas do bebê.

Como ler o calendário sem se perder

O calendário da SBP usa idade como eixo, não data. Quando seu filho completa 2 meses, abre uma janela de vacinas pra aquela idade. Algumas têm dose única, outras têm reforço meses depois. A SBP organiza por cores: o que dá no SUS, o que está disponível só em clínica privada, e o que é recomendado mas ainda não disponível em larga escala no Brasil.

Vale entender desde já: o calendário SBP é mais amplo que o do PNI (Programa Nacional de Imunizações, o do SUS). Não é que o SUS esteja errado: é que a SBP recomenda algumas vacinas adicionais (meningocócica B, varicela com 2 doses, gripe a partir dos 6 meses todo ano) que a rede pública ainda não cobre pra toda a população.

Do nascimento aos 6 meses

Ainda na maternidade, antes de ir pra casa: BCG (tuberculose) e a primeira dose da hepatite B. As duas são SUS, gratuitas e raramente causam reação além de uma feridinha no braço da BCG, que demora semanas pra cicatrizar e é normal.

Aos 2, 4 e 6 meses entra o bloco mais pesado: pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B, Hib), VIP (poliomielite injetável), pneumocócica, rotavírus e meningocócica C. A primeira dose da gripe entra quando o bebê faz 6 meses, em qualquer época do ano (e depois anual). Na rede privada a SBP recomenda trocar a pentavalente pela hexavalente, que reduz o número de picadas.

A pneumocócica está em transição no SUS desde junho de 2026: a primeira dose, aos 2 meses, passou a ser com a 20-valente, a segunda continua com a 10-valente e o reforço dos 12 meses volta a ser com a 20-valente. Receber duas vacinas diferentes é o previsto no guia do Ministério, não é engano da sala de vacina.

De 9 meses a 2 anos

Aos 9 meses, febre amarela em quase todos os estados brasileiros (a área de recomendação foi expandida em 2018 e hoje cobre praticamente todo o território). Aos 12 meses: tríplice viral (sarampo, caxumba, rubéola), pneumocócica de reforço e o reforço da meningocócica, que hoje é com a ACWY, não mais só com a C. Aos 15 meses: DTP, o reforço da pólio injetável, hepatite A, a segunda dose da tríplice viral e a primeira de varicela (catapora). E o reforço da febre amarela aos 4 anos, junto com a segunda dose de varicela.

Duas mudanças aqui pegam de surpresa quem já criou filho antes. A gotinha saiu: toda a proteção contra a poliomielite passou a ser com a vacina injetável, e o reforço dos 4 anos que era de gotinha deixou de existir. E a tetraviral deixou de ser a dose padrão dos 15 meses: hoje o previsto são tríplice viral e varicela separadas, em braços diferentes, e a tetraviral entra quando falta uma das duas no posto.

A meningocócica B (Bexsero) é a maior fonte de dúvida nessa faixa. Recomendada pela SBP desde os 3 meses, mas só na rede privada. Custa caro e não está disponível no SUS. Conversa pra ter com o pediatra considerando o orçamento da família, não decisão automática.

HPV, dengue e o que muda na adolescência

Duas vacinas mudaram nos últimos anos e ainda geram confusão. A do HPV, que entrou no SUS em 2014, agora é dose única (mudança de 2024) e vale pra meninas e meninos a partir dos 9 anos. Antes eram 2 ou 3 doses; um esquema iniciado antes pode ter ficado incompleto, vale checar a caderneta.

A dengue (Qdenga) é a novidade mais comentada. Disponível no SUS desde 2024 pra crianças e adolescentes de 10 a 14 anos em municípios selecionados, e em clínica privada a partir dos 4 anos. São 2 doses com 3 meses de intervalo. Não substitui o controle do Aedes, mas reduz casos graves de forma significativa nos estudos clínicos.

Caderneta de vacinação: onde as doses ficam registradas

O calendário diz quais vacinas tomar e quando. A caderneta de vacinação, que muita gente chama de livrinho de vacinação ou cartão de vacina, é onde cada dose aplicada fica registrada com data, lote e o nome de quem aplicou. Um é o plano, o outro é o comprovante.

No Brasil o registro das vacinas da criança vem dentro da Caderneta da Criança, entregue na maternidade. Em algumas unidades ainda se usa um cartão de vacina avulso, e nas duas situações vale a mesma regra: é esse papel que a escola, o plano de saúde e a própria unidade vão pedir anos depois. Sem ele, não há prova de que a dose foi tomada, e a conduta padrão passa a ser revacinar.

Duas coisas que evitam dor de cabeça. A primeira é conferir, ainda no posto, se a dose foi anotada antes de você sair: anotação esquecida é a causa mais comum de furo no histórico. A segunda é fotografar as páginas preenchidas a cada visita, porque caderneta molhada, perdida ou deixada na casa da avó é rotina, e a foto é o que salva. Como recuperar o histórico quando a caderneta some está em caderneta da criança digital ou de papel.

A caderneta da gestante tem a própria página de vacinas, para as doses da gravidez, e não substitui o cartão de vacinas de quem está grávida. O que anotar em cada uma está em o que anotar na caderneta da gestante.

E se a gente atrasou alguma?

Atraso não significa começar do zero. Existe um esquema de recuperação chamado “catch-up”, organizado pela própria SBP, que ajusta intervalos e quantidades pra colocar a criança em dia sem repetir doses desnecessárias. O pediatra ou a sala de vacina do SUS é quem desenha esse plano. Quanto antes melhor, mas não há motivo pra pânico se a criança ficou alguns meses fora do calendário.

Onde conferir a versão oficial

Este texto é uma leitura comentada do calendário, não substitui a fonte oficial. O documento completo da SBP está disponível em sbp.com.br (departamento de imunizações), e o calendário do PNI no portal do Ministério da Saúde. Use os dois lado a lado pra ver o que sua família recebe pelo SUS e o que precisa avaliar na clínica privada.

Pra acompanhar tudo isso sem perder data ou dose, vale ter a caderneta sempre à mão. Tradicionalmente é a de papel do SUS; cada vez mais famílias estão usando também uma versão digital ao lado da de papel pra ter as datas das próximas doses e o histórico sincronizado entre pai, mãe e quem cuida da criança. O Minido funciona dessa forma, com o calendário SBP de vacinas embutido no app.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre calendário e caderneta de vacinação?

O calendário é a lista de quais vacinas tomar e em que idade. A caderneta de vacinação, também chamada de livrinho ou cartão de vacina, é onde cada dose aplicada fica registrada com data, lote e quem aplicou. Um é o plano, o outro é o comprovante.

Qual a diferença entre o calendário da SBP e o do SUS?

O calendário da Sociedade Brasileira de Pediatria é mais amplo que o do PNI, o Programa Nacional de Imunizações do SUS. Não é que o SUS esteja errado: a SBP recomenda algumas vacinas adicionais, como meningocócica B, varicela com 2 doses e gripe a partir dos 6 meses todo ano, que a rede pública ainda não cobre para toda a população.

Quais vacinas o bebê toma na maternidade?

Ainda na maternidade, antes de ir para casa: BCG, contra tuberculose, e a primeira dose da hepatite B. As duas são do SUS e gratuitas. A feridinha no braço da BCG demora semanas para cicatrizar e é normal.

Quais vacinas o bebê toma aos 2, 4 e 6 meses?

Aos 2, 4 e 6 meses entra o bloco mais pesado: pentavalente (difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Hib), VIP contra poliomielite, pneumocócica, rotavírus e meningocócica C. A primeira dose da gripe entra quando o bebê faz 6 meses, em qualquer época do ano, e depois é anual.

Como o calendário de vacinas é organizado?

Por idade, não por data: quando a criança completa 2 meses, abre uma janela de vacinas para aquela idade. Algumas têm dose única, outras têm reforço meses depois. A SBP organiza por cores o que dá no SUS, o que está só em clínica privada e o que é recomendado mas ainda não disponível em larga escala no Brasil.

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Este texto é informativo e não substitui consulta com pediatra ou equipe de saúde. Ele não passou por revisão médica: o que está aqui é leitura do que dizem os documentos oficiais listados acima. Em caso de dúvida sobre o seu filho, quem responde é quem examina.

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